Cresce a procura dos trabalhadores informais para aderir ao empreendedor individual
A grande procura dos trabalhadores informais para a adesão à
categoria Empreendedor Individual comprova o sucesso do ajuste da Lei Geral
da Micro e Pequena Empresa. As inscrições começaram pelo
Distrito Federal e, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, até
o momento mais de 51 mil pessoas já concluíram todo o processo
de formalização pelo portal. A página na internet teve
também mais de 1 milhão e 700 mil visitas desde que foi lançada,
em 1º de julho.
Atualmente, trabalhadores de dez localidades já podem aderir ao Empreendedor
Individual – São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Distrito
Federal, Ceará, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Sul,
Santa Catarina e Rondônia. A expectativa é de que até o
fim do ano todas as unidades da federação estejam participando
do programa.
De acordo com o presidente da Federação Nacional das Empresas
de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias,
Informações e Pesquisas (Fenacon), Valdir Pietrobon, a adesão
deve ser feita de forma gradual, obedecendo ao cronograma de funcionamento do
portal nos estados. Ele também destaca que a instituição
da categoria Empreendedor Individual é um grande avanço para a
Economia formal do Brasil, estimulando a informatização do processo
de abertura de empresas no país.
A previsão é que de 2 a 3 milhões de brasileiros integrem
a Economia formal nos próximos meses. Os trabalhadores ficarão
praticamente isentos de impostos, poderão abrir a empresa gratuitamente
e terão direito a benefícios como auxílio-doença,
salário-maternidade e, principalmente, aposentadoria. A nova legislação
beneficia quem possui receita bruta de no máximo R$ 36 mil por ano e
apenas um empregado. Hoje no Brasil, de acordo com levantamento do Ministério
da Previdência, aproximadamente 10 milhões de pessoas que atuam
na informalidade poderão ser beneficiados com a nova legislação.
O Balanço do Empreendedor Individual no Brasil e o cronograma de novos
estados para aderirem ao programa são destaque na 13ª Convenção
Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de
Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas –
Conescap. O evento acontece de 14 a 16 de outubro, no Centro de Cultura e Convenções
de Goiânia, reunindo cerca de 2 mil empresários da área
contábil, consultoria, assessoramento, advocacia, marketing, entre outros
segmentos. O encontro é promovido pela Fenacon e realizado pelo Sindicato
das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento,
Perícias, Informações e Pesquisa no Estado de Goiás
(Sescon Goiás). Outros temas que serão abordados estão
a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa e o Simples Nacional, aspectos sobre
a Lei 11.941, que prevê a uniformização das normas da contabilidade
brasileira com as normais internacionais, sendo um importante impulso dentro
da Economia globalizada. Também serão discutidas questões
sobre Nota Fiscal Eletrônica, Tecnologia da informação e
conciliação prévia, mediação e arbitragem.
Fim da informalidade
O Empreendedor Individual permite a legitimação das atividades
de empreendedores com Faturamento anual de até R$ 36 mil e no máximo
um funcionário. A expectativa, segundo o Ministério da Previdência,
é de que todas as unidades da federação estejam participando
do programa até o fim do ano. Com a Expansão do sistema, os empreendedores
individuais de outras regiões do país poderão oficializar
suas atividades e ter direito a benefícios como aposentadoria, auxílio-doença,
salário-maternidade, aquisições de Bens e Serviços
oferecidos pelos governos, com dispensas de escrituração fiscal
e contábil e de algumas vistorias prévias.
O presidente da Fenacon, Valdir Pietrobon, explica que os profissionais que
aderirem ao empreendedor individual irão recolher ao INSS um valor correspondente
a 11% do Salário Mínimo - atualmente R$ 51,15, mais R$ 1,00 de
Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS)
para o Estado e R$ 5,00 de Imposto sobre Serviços (ISS) para o município.
“Uma vez formalizados, esses empreendedores, entre outras vantagens, terão
acesso a mercados e a linhas de financiamento específicas para pequenos
empreendimentos com taxas reduzidas”, explica.
Pietrobon acredita que a adesão seja feita de forma gradual. Entre as
atividades que podem se classificadas como empreendedores individuais estão:
açougueiro, adestrador de animais, alfaiate, alfaiate, alinhador de pneus,
amolador de artigos de cutelaria, serralheiro, sintequeiro, soldador / brasador,
sorveteiro ambulante, tapeceiro, tatuador, taxista, tecelão, telhador,
torneiro mecânico, tosador de animais domésticos, etc.
O presidente da Fenacon explica que, para se enquadrar à Lei, além
do Faturamento anual máximo de R$ 36 mil, o empreendedor não deve
ser titular, sócio ou administrador de outra empresa.
Pietrobon também destaca papel essencial que o setor empresarial contábil
terá com a implementação da nova categoria. “As obrigações
dos pequenos empresários devem ser simplificadas ao máximo possível
e as empresas de Serviços contábeis estão preparadas para
receber informais de todo o país no processo de regulamentação
desses empreendimentos. Trata-se de uma contribuição social”,
afirmou.
Formalização gratuita
A partir da Lei Complementar nº 128/2008, as empresas de Serviços
contábeis ganharam um grande incentivo fiscal com a inclusão no
Anexo III do Simples Nacional. Em contrapartida, ficaram incumbidas de, gratuitamente,
legalizar e realizar a primeira declaração de Importo de Renda
Pessoa Jurídica dos empreendedores individuais. Com isso, mais de 18
mil empresas optantes pelo Simples Nacional serão responsáveis
por prestar informações sobre a nova categoria empresarial e assessorar
o empreendedor até a formalização completa do negócio,
de forma gratuita. Cabe a essas empresas orientar os novos empreendedores individuais
da importância de eles constituírem sua empresa, auxiliando-os
em todo o processo na constituição das empresas em todos os órgãos
competentes, tais como Juntas Comerciais, órgãos estaduais e Receita
Federal, entre outros.
Pietrobon destaca que a Fenacon participou ativamente do processo que resultou
na aprovação da nova Lei, em audiências públicas,
reuniões e debates, por entender sua importância desde o início
das discussões. “A nova lei ajudará a trazer para a formalidade
o pequeno empreendedor e fortalecerá a geração de renda
no Brasil”, afirma.
No site da Fenacon (www.fenacon.org.br) é possível acessar a lista de escritórios de contabilidade optantes do Simples e que farão atendimento gratuito aos empreendedores individuais.
Fonte: Paranashop
15/10/09