IPCA
acumula menor taxa em 12 meses desde novembro de 2007
A taxa acumulada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 12 meses, de 4,36%, representou o menor patamar para esta comparação desde os 4,19% registrados em novembro de 2007. Foi ainda a primeira vez que o acumulado em 12 meses ficou abaixo do centro da meta de inflação, de 4,50%, desde os 4,46% observados em dezembro de 2007.
Mas, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), não há garantia de que o recuo do acumulado em 12 meses, que é constante desde fevereiro, continuará com a mesma intensidade.
A coordenadora de índices de preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, ressaltou que a partir do mês que vem as taxas que serão substituídas no acumulado em 12 meses já serão taxas influenciadas pelos efeitos da crise financeira internacional. Na época, a restrição de mercados externos contribuiu para uma redução dos índices de inflação, trajetória que continuou no primeiro semestre deste ano. Na prática, o acumulado em 12 meses até agora era influenciado pela troca de índices mais altos - ainda sob o efeito do aquecimento mundial pré-crise - por taxas mais baixas.
"As taxas que serão abandonadas agora serão taxas menores, já influenciadas pela crise", frisou Eulina. "Estamos entrando na entressafra, temos problemas de clima. Há ainda muitas variáveis", acrescentou.
Para o mês
de setembro, Eulina apontou alguns impactos já previstos sobre a inflação,
como o reajuste de 2% dos trens urbanos no Rio de Janeiro, o resíduo
da alta de 3,5% na energia elétrica em Belém, o aumento dos táxis
na capital paraense, e o reajuste das loterias em todo o país.
Fonte: Valor Online
10/09/09